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Higiene das Mãos com Asseptgel
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11/08/2009
"Mãos lavadas, vírus e bactérias eliminadas”
RECOMENDAÇÕES
TÉCNICAS SOBRE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
“Mãos
lavadas, bactérias eliminadas”
“Fazer
o bem sem olhar a quem, é lavar as mãos e não contaminar ninguém”
(Concurso
de frases sobre a higienização das mãos HRT – 2005)
1-
Definição de Termos:
Higienização
das mãos: “é a medida
mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das
infecções relacionadas à assistência á saúde”.
Portanto, é um procedimento fundamental para a prevenção da
transmissão de microrganismos para os pacientes e contribui para a
proteção (biossegurança) dos profissionais de saúde. Os objetivos
da higiene das mãos são: remover sujidades, diminuir, eliminar ou
inativar a microbiota das mãos.
Microbiota
(flora) residente ou colonizadora: Colonizam
as camadas mais profundas da epiderme e são mais resistentes à
remoção pelas técnicas de higienização. É composta por
bactérias normalmente presentes na superfície cutânea:
estafilococos, difteróides e micrococos.
Microbiota
(flora) transitória ou contaminante:
Colonizam camadas mais superficiais e são, geralmente, removíveis
pela higiene com água e sabão ou destruídos/inativados pelo uso de
anti-sépticos. São
geralmente adquiridos durante o cuidado aos pacientes e estão
relacionados freqüentemente às infecções hospitalares.
estafilococos aureus, enterococos, bactérias Gram-negativas, fungos
e vírus.
2-
Técnicas de higiene das mãos

Para
higienização das mãos são preconizadas quatro técnicas: higiene
com água e sabão,
fricção com álcool,
anti-sepsia
com degermante e anti-sepsia cirúrgica.
Cada uma dessas técnicas atinge seu objetivo (Quadro 1) quando
realizada com produtos adequados e dentro de uma rotina (item 4).
Antes
de realizar a higiene das mãos, para qualquer técnica, observar:
Retirar
anéis, pulseiras, relógios e acessórios
Manter
as unhas aparadas
Não
deve haver lesões de pele nas mãos
Quadro
1 Técnicas de higienização das mãos
2.2-
Produtos para higiene das mãos:
Sabão
líquido para higiene das mãos:
produtos que apresentam ação de limpeza (detergente) e são
destinados para higiene das mãos. Nos serviços de saúde
recomenda-se o uso de sabão líquido, tipo refil, devido ao menor
risco de contaminação do produto. Recomenda-se ainda que seja
agradável ao uso, possua fragrância leve e não resseque a pele.
Anti-sépticos:
são
substâncias microbicidas ou microbiostáticas destinadas a diminuir,
eliminar ou inativar a microbiota das mãos
da pele. Entre os anti-sépticos, os mais utilizados são: álcoois,
clorexidina, compostos de iodo, iodóforos e triclosan. Cada um
desses produtos possui características específicas (Quadro 2).
Anti-séptico
degermante:
sabão contendo um agente anti-séptico em sua formulação.
Preparação
alcoólica para higiene das mãos: preparação
contendo álcool, preferencialmente a 70%, sob a forma de gel ou
solução com emolientes, destinada à aplicação nas mãos.
Escova
/ esponja descartável para anti-sepsia cirúrgica:
produtos descartáveis com esponja e escova de cerdas macias,
embebidas ou não em anti-séptico, usados para a higiene das mãos,
antebraços e cotovelos da equipe cirúrgica.
+++
atividade excelente ++ boa, porem não cobre todo o espectro + pobre
– nenhuma ação
Concentração
recomendada: 70%
Raras
reações alérgicas
Irritação
da pele e alergia mais freqüentes
(Fonte:
Adaptada de CDC. Guideline for Hand Hygiene in Health-Care Settings,
2002)
3-
Quando higienizar as mãos e qual a técnica utilizar?
Os
cuidados com a conservação da higiene pessoal e do ambiente devem
ser mantidos e estimulados nos serviços de saúde. Alimentar-se, ir
ao toalete, usar o lenço e outras ações devem comportar hábitos
saudáveis que contribuam para a proteção pessoal e,
conseqüentemente, para a das demais pessoas.
Situações
de risco diferenciado existem no ambiente hospitalar e,
adicionalmente, cuidados especiais para a higiene das mãos devem ser
observados no que diz respeito a indicações e técnicas. Para esse
fim, é necessário praticar de forma racional a higiene das mãos,
considerando: o tipo de procedimento (Quadro 3); a suscetibilidade do
paciente; e as orientações do NCIH em situações epidemiológicas
específicas.
Indicações
específicas conforme a situação do paciente:
Adicionalmente,
observar a situação de pacientes muito vulneráveis ou em situação
epidemiológica de risco.
Fazer
a fricção com álcool ou anti-sepsia com degermante:
Antes
do contato com pacientes críticos
ou imunodeprimidos
Após
contato ou após a remoção das luvas, em caso de precauções
(isolamento) de contato (inclui pacientes colonizados ou infectados
por bactéria multirresistente ou objetos e superfícies presentes
no isolamento)
4-
Rotinas de higiene das mãos:
4.1-Higiene
com água e sabão líquido
Abrir a torneira
e molhar as mãos, sem encostar -se à pia;
Ensaboar as mãos. Use
sabão líquido (± 2 ml) suficiente para cobrir todas as
superfícies das mãos.
Friccionar todas as
superfícies das mãos, com particular atenção para as
extremidades dos dedos, unhas e espaços interdigitais. Não
esquecer o dorso da mão, o polegar e o punho;
Enxaguar as mãos,
retirando totalmente o resíduo do sabão, no sentido dos dedos para
os punhos;
Enxugar com
papel-toalha, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos;
Fechar a torneira
utilizando o papel-toalha, sem encostar-se à pia ou torneira;
Desprezar o
papel-toalha no contenedor de resíduos comuns.
4.2-
Fricção com álcool
Aplicar na palma da
mão produto a base de
álcool 70% em quantidade suficiente para cobrir todas as
superfícies das mãos;
Friccionar todas as
superfícies das mãos, com particular atenção para as
extremidades dos dedos, unhas e espaços interdigitais. Não
esquecer o dorso da mão, o polegar e o punho;
Aguardar secar
naturalmente sem o uso de toalha.
4.3-
Anti-sepsia com degermante (PVP-I, clorexidina, triclosan)
Abrir a torneira e
molhar as mãos, sem encostar-se à pia;
Aplicar anti-séptico
degermante (± 2 ml) suficiente para cobrir todas as superfícies
das mãos.
Friccionar todas as
superfícies das mãos, com particular atenção para as
extremidades dos dedos, unhas e espaços interdigitais. Não
esquecer o dorso da mão, o polegar e o punho;
Enxaguar as mãos,
retirando totalmente o resíduo do sabão, no sentido dos dedos para
os punhos;
Enxugar com
papel-toalha, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos;
Fechar a torneira
utilizando o papel-toalha, sem encostar-se à pia ou torneira;
Desprezar o
papel-toalha no contenedor de resíduos comuns.
4.4-
Anti-sepsia cirúrgica (com escova / esponja embebida em solução
degermante de clorexidina ou PVP-I)
Abrir a
torneira
e molhar as mãos, antebraços e cotovelos
Utilizar esponja /
escova com cerdas macias (estéril e descartável) embebida em
solução anti-séptica;
Espalhar o
anti-séptico com a esponja por todas as partes;
Limpar sob as unhas
com a escova ou limpador de unhas (que acompanha a esponja);
Escovar as mãos e
antebraços por no mínimo, 3 minutos, com particular atenção para
as extremidades dos dedos, unhas e espaços interdigitais, mantendo
as mãos acima dos cotovelos;
Enxaguar com água
corrente, a partir das mãos, mantendo-as elevadas, com os
antebraços fletidos, de forma que o excesso de água escorra pelos
cotovelos;
Enxugar com toalha ou
compressa estéril, com movimentos compressivos, iniciando pelas
faces das mãos até chegar aos cotovelos, atentando para utilizar
as diferentes dobras da toalha/compressa para regiões distintas;
Entre cada cirurgia,
repetir o mesmo procedimento.
No
caso de não disponibilidade da escova de cerdas macias:
o anti-séptico é espalhado e friccionado com as mãos. As unhas são
limpas também através da fricção contra a palma da mão.
5-
Unidade de Higiene das Mãos
As
unidades de higiene das mãos são estruturas especialmente
designadas para a higienização das mãos dos profissionais que
trabalham em serviços de saúde e que mantêm contato direto ou
indireto com os pacientes. No hospital, essas estruturas estão
sinalizadas com cartazes que orientam a realização da técnica
específica. Cada uma dessas técnicas exige uma composição
diferente das unidades de limpeza das mãos (Quadro 4).
6-
Orientações para a definição do tipo de unidade de higiene das
mãos por área
A
escolha da técnica de higienização das mãos em cada área ou
setor deve ser feita de acordo com os procedimentos usuais realizados
no setor, a suscetibilidade dos pacientes e a possibilidade de
transmissão de microorganismos de importância epidemiológica. O
Quadro 5 traz orientações sobre a higienização das mãos conforme
os procedimentos usuais realizados em cada setor.
Oferecer
alternativas na mesma sala ou no mesmo ambiente permite racionalizar
a higienização das mãos.
As
recomendações não são válidas para ocasiões de surto (neste
caso, seguir orientação específica do NCIH) ou quando da
realização de procedimentos especiais ou diferentes dos usuais no
setor.
Em
geral, fricção com álcool pode substituir a higiene com água e
sabão em todas as situações, exceto quando as mãos estão
visivelmente sujas ou contaminadas com material orgânico.
Banheiros
e sanitários de servidores e funcionários devem possuir recursos
para higiene pessoal. Esses locais não constituem, a princípio,
Unidade de Higiene das Mãos.
Embora
também não constitua uma Unidade de Higiene das Mãos, o depósito
de material de limpeza (DML) deve dispor de tanque e recursos para
higiene das mãos de uso exclusivo do funcionário da limpeza.
7-
Orientações para a limpeza e desinfecção dos dispensadores de
sabão líquido ou anti-séptico
Dispensadores
com bolsas descartáveis (refil) são indicados para compor as
Unidades de Higiene das Mãos. Caso não haja disponibilidade, usar
dispensadores com bolsa não-descartável ou almotolias pequenas,
atentando que as soluções nesses dispensadores podem se contaminar
e constituir em fonte de microorganismo. Neste caso, os seguintes
cuidados de limpeza e desinfecção devem ser observados.
Freqüência
de limpeza e desinfecção:
diária
Técnica:
Remover
o reservatório com cuidado
Esvaziar
todo o conteúdo
Lavar
com água e sabão (não usar lã de aço ou esponja abrasiva)
Secar
com pano limpo
Friccionar,
interna e externamente, com álcool 70% por três vezes
consecutivas
Álcool
também deve passar por todo o circuito de saída da solução
Após
secar, colocar a solução em quantidade suficiente para um dia de
uso (evitar encher desnecessariamente)
Opção:
Observações:
Nunca
complementar a solução sem realizar o processo de limpeza e
desinfecção.
As
soluções dispensadas pela Farmácia Hospitalar ou pela empresa de
limpeza devem seguir as boas práticas de manipulação, de
acondicionamento e de rotulagem.
As
soluções devem ser armazenadas adequadamente nos setores (Salas de
DML/Posto de Enfermagem). O setor deve manter os rótulos e as
condições de embalagem da solução originalmente dispensada.
Responsável
pela limpeza: Em geral é
feita pelo funcionário da limpeza. O processamento dos dispensadores
deve ser sistematicamente supervisionado.
Responsável
pela supervisão e gerenciamento do processo:
Além do papel das chefias e supervisores de enfermagem e do NAG,
recomenda-se que cada setor designe um servidor colaborador (em
geral, um técnico de enfermagem). Esse servidor pode auxiliar no
gerenciamento do funcionamento das UHM e na supervisão dos
procedimentos de limpeza e desinfecção dos dispensadores. Este
servidor também pode auxiliar nas atividades de educação
permanente sobre higiene das mãos no setor.
Fonte: Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar
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